02/09/2015

PRIMAVERA-VERÃO: INVENTE-SE!



Nos últimos meses a palavra mais ouvida é CRISE. É assustador ler nos sites especializados em Marketing e Varejo como as vendas despencam e o número de demissões aumenta. Setembro chega com as coleções de Primavera-Verão para inundarem de cores e estampas as vitrines e araras, criando uma expectativa positiva nos varejistas pois é a estação mais longa que temos neste Brasil tropical.

Mas e a crise o que fazer com ela?
Não sou especialista no assunto para tentar responder esta pergunta, fica a cargo dos que estão debruçados sobre números e estatísticas e conseguem traçar o panorama da realidade que chega até nós. Cabe a mim um olhar mais otimista pela via do que me especializei: o varejo em si pode fazer a diferença!

Quem estuda Cultura e Sociologia da Moda sabe que desde o final da Segunda Guerra os rumos deste setor mudaram e a ditadura de tendências imposta pelos grandes criadores foi cedendo espaço para a moda de rua, sinalizando uma mudança no comportamento do consumidor que queria mais liberdade para se expressar e o vestuário sempre cumpriu a função de ser uma forma não verbal de comunicação. Os jovens do pós-guerra apoiados pela rebeldia do rock que dominava o cenário musical começaram a criar sua própria moda e vem sendo assim desde então: a rua cria tendências e o consumidor é quem manda.

Os avanços da tecnologia e a rapidez das informações homogenizam o mundo e quase já não existem traços marcantes entre uma cultura e outra. O consumidor tornou-se exigente e já não é tão fiel às marcas pois sabe que existem muitas outras capazes de substitui-las e em segundos de pesquisa ele já sabe onde encontra-las.

E o que isto tem a ver com a crise do varejo? A resposta é: tudo.
Não dá mais para ignorar que não somos os únicos no mercado a oferecer este ou aquele produto/serviço e mais do que nunca o cliente tem que ser mimado e acarinhado para manter-se fiel a nós. Treinar a equipe de vendas para oferecer uma excelência no atendimento, faze-la entender que se não há vendas há demissões.

Dotar a loja de pequenos diferencias que não somente preços mais baixos e facilidade de pagamento (isto todos fazem em tempos bicudos), mas oferecer um serviço extra, um cartão de fidelidade, uma sacola bonita retornável que pode ser uma excelente publicidade já que vai circular com o consumidor em outros locais são exemplos de ações que não podem ser vistas como custo e sim como investimento.

Sabe-se que 80% das decisões de compra ocorrem no ponto de venda (PDV) então, mais do que tudo deve-se manter a loja "em cima do salto"! O cliente que comprava cinco peças pode até comprar apenas uma, mas tem que ser recebido em um local agradável que valorize seu momento de compra e de escolha por aquela loja independente de quanto está disposto a gastar.
Em tempos de crise vale a velha máxima de colocar um hífen no meio da palavra: crise = crie-se.
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