16/11/2016

SEGMENTOS DO MERCADO DA MODA 2- PRÊT-À-PORTER

London Fashion Week: semana de moda prêt-à-porter.

Continuamos no tema segmentação de mercado. Já falamos sobre a Alta Costura e sua vocação para o luxo e a exclusividade. Hoje falaremos sobre prêt-à-porter.

 A expressão prêt-à- porter foi instituída em 1949, na França, por J.C Weill, marcando uma mudança. nos rumos da produção e difusão de tendências de moda. Nesse estágio, a Alta Costura perdeu seu estatuto de vanguarda. Sua vocação de agora era somente perpetuar a grande tradição de luxo. O prêt-à-porter engajou-se em um caminho diferente: produzir industrialmente roupas acessíveis a todos inspirada nas últimas tendências do momento.

As mudanças sociais e econômicas impostas pela crise gerada no período da Segunda Guerra, lançaram um novo olhar sobre a produção do vestuário. Os americanos passaram a fabricar roupas em massa atendendo a uma classe consumidora principalmente a feminina que já ocupava uma grande fatia do mercado de trabalho e precisava de roupas práticas para o dia-a dia.
Na Europa, a Alta Costura sente os efeitos da crise e em 1955 uma missão do governo francês composta por confeccionistas, publicitários, jornalistas de moda desembarca nos Estados Unidos com a finalidade de conhecer este novo modelo de fabricação de moda. A partir daí cria-se um grupo de especialistas que passa a definir as tendências e novidades para este novo conceito e em 1956 acontece em Paris o primeiro Salão de prê-à-porter feminino. 

Pierre Cardin foi o primeiro nome da Alta Costura a abrir um departamento de prêt-à-porter numa grande loja, a Printemps em Paris em 1959, contrariando a Câmara Sindical, sendo por isto convidado a sair do seleto clube. Mas foi pelas mãos de Sait Laurent que este segmento ganhou força quando em 1966 criou uma coleção para fabricação comercial distanciando-se das influências da Alta Costura.

Pierre Cardin- 1959
Vogue Italia, aprile 1966
YSL-1966
A grande diferença entre o que os americanos produziam e o que Paris apresentava era a alta qualidade das roupas ainda inspiradas no segmento luxo, procurando atender ao mercado jovem que ganhava as ruas e surge nesta época o conceito de griffe, a moda industrializada porém com uma identidade evidenciada pelos estilistas.

As características iniciais deste setor ainda estão presentes: os produtos são fabricados com antecedência, em série, com tamanhos pré-definidos e hoje estão encontram-se em todos os segmentos do mercado: moda de alta qualidade, mercado intermediário e moda de preço baixo, democratizando as tendências, que são lançadas principalmente nas semanas de moda dos princiais centros do mundo: Paris, Milão, Londres, NYC, Toquio, São Paulo.

London Fashion Week



E assim nascem as criações prêt-à-porter: Dos croquis para as passarelas, para a produção industrial, para o varejo. Veja o exemplo da Osklen, uma das marcas mais festejadas que já ultrapassou as fronteiras brasileiras.

Coleção OsklenInhotin-2015




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